sábado, 14 de agosto de 2010
ai, você por aqui?
Ontem a tarde, eu estava tranquilamente em casa, quando um amigo meu, que vamos chamar de Bruno, me mandou um SMS assim: vi o Murilo, tô muito mal. É normal? esclarecimento um: o Murilo é o ex do meu amigo. Ah esclarecimento dois: meu amigo é gay.Continuando: Bruno não gosta mais do ex. Na verdade, ele já está todo serelepe com outra pessoa. No entanto, ficou mal só de ver o cara. E ficou pior ainda quando descobriu que o cara também estava,adivinha...todo serelepe com outra pessoa.Faz sentido?. Bem, com você já deve ter percebido, não há muitas regras em relação ao que sentimos em relação aos nossos ex. Como diz minha mãe, cada um é cada um, né? Cada dois então, é complicadissimo.Tem gente que se sente bem a ponto de desenvolver toda uma amizade com o ex, tem quem se sinta mal e vai chorar antes de acabar essa linha, tem que reage tão bem que ainda fica com ele...Tem de tudo nesta vida. Claro, dá para a gente generalizar um pouco a situação: se você se sente mal assim, pode ser que ainda goste dele, se se sente bem, não gosta. Mas também pode ser que você não goste dele mais se sinta mal, e é isso que estamos falando.Quer dizer, primeiro me garanta uma coisa: não gosta mais dele MESMO? Ou está me enganando?Então, continuemos ( sou desconfiada, admito!). Se não gosta dele, porque se sente mal? Por quê? Por quê? Para variar, não sei por que, ma vou levantar algumas hipóteses, para ajuda-lá a pensar,caso esteja passando por isso. Quer dizer, pode ser que você se sinta ainda mais confusa.Vai saber! Não te conheço!Enfim, vamos lá. Primeiro: pode ser que você seja uma pessoa egoísta.Você simplesmente não consegue conviver com o fato de seu ex estar numa boa, mesmo sem ter você colorindo os dias dele. Outra possibilidade: você é dessas pessoas que não se relacionam com a entidade ex. Não importa por que terminaram: ele é passado, e quem vive de passado é museu. E bola pra frente que atrás vem gente e etc.Aí , quando o fantasma atravessa seu caminho, você leva aquele susto e fica meio assim. E sem querer dar uma de psicóloga, também pode ser trauma né? Você não é mais afim dele, mas, ao vê-lo, lembra dos sentimentos profundos que levou anos para entender, é invadida por memorias que talvez nunca tenha apagado de fato etc.etc.etc. Como você vê, não faltam possibilidades. Fora essas, tem várias outras. Deixei para o fim a minha preferida: a de que o amor não tem que fazer sentido. Às vezes, até faz, mas, outras vezes, não: nem quando vem, nem quando vai embora. Fazer o quê? No caso do meu amigo, depois de desistirmos de investigarmos motivos, nos contentamos com essa falta de lógica matemática dos sentimentos( o que não foi nada fácil porque a gente odeia matemática). E aí, só nos restou a ideia sermos felizes porque nossa alegria não pede nenhuma explicação da nossa parte. CH
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